
Para onde?
Menino, corre,
menino se esconde,
menino não morre;
menino, para onde?
Tira tua face estampada,
da página cinzenta do jornal,
o que fazes na madrugada,
meu pequeno marginal?
Guarde-se sob a ponte,
embrenhe-se pelo mato,
estreite seu horizonte,
até o próximo assalto.
Proteja-se menino,
que o destino, o fez ladrão,
um grão tão pequenino
levando estilete na mão.
Menino fique à espreita,
não saia ali do morro,
ande sempre pelas sombras,
e não grite por socorro.
Menino corre,
menino se esconde,
menino não morre;
menino para onde?
Menino, corre,
menino se esconde,
menino não morre;
menino, para onde?
Tira tua face estampada,
da página cinzenta do jornal,
o que fazes na madrugada,
meu pequeno marginal?
Guarde-se sob a ponte,
embrenhe-se pelo mato,
estreite seu horizonte,
até o próximo assalto.
Proteja-se menino,
que o destino, o fez ladrão,
um grão tão pequenino
levando estilete na mão.
Menino fique à espreita,
não saia ali do morro,
ande sempre pelas sombras,
e não grite por socorro.
Menino corre,
menino se esconde,
menino não morre;
menino para onde?






















